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  • 18 Jan 2018 13:00 | José Cascão (Administrator)

    Projeto mobilizador no domínio das redes inteligentes (smart grids), destacando, em particular, o inerente contributo para a contenção das alterações climáticas

     

    Os sinais das alterações climáticas estão já à vista de todos e põem cada vez mais em risco o bem-estar e a segurança das populações e o funcionamento da economia. As temperaturas médias sobem de ano para ano, os períodos de seca, os incêndios, a erosão costeira, as inundações, aluimentos de terras e outros fenómenos extremos ligados ao clima produzem efeitos cada vez mais devastadores em qualquer continente e em qualquer país. Os estudos, nomeadamente os do Projeto SIAM1, mostram que Portugal e os outros países do sul da Europa, vão ser mais afetados que os do norte. Para Portugal Continental prevê-se que, no decorrer do presente século, a precipitação no Inverno aumente, mas, para as restantes estações, prevê-se uma redução de precipitação que pode ultrapassar os 50%. A temperatura média vai subir em todas as estações, com aumentos que podem atingir os 7ºC. O aumento da frequência das vagas de calor e a violência crescente dos incêndios florestais, com áreas ardidas impensáveis ainda há poucas décadas, são uma das manifestações mais notórias e assustadoras dos efeitos das alterações climáticas no nosso país.   

    No dizer de Al Gore, na apresentação do seu filme "An Inconvenient Sequel", a própria Mãe Natureza se juntou ao debate sobre as alterações climáticas e está a usar “argumentos” cada vez mais fortes para nos convencer a deixar de utilizar os combustíveis fósseis, e, por essa via, suster o aumento da concentração de CO2 na atmosfera. 

     

    Por outro lado, fazem atualmente sentido, no nosso País, iniciativas que ponham em evidência o papel dos engenheiros na resolução das grandes questões que preocupam hoje em dia a Sociedade e, em particular, as camadas mais jovens da população, questões que extravasam o âmbito meramente nacional. Dentre essas questões, a das alterações climáticas é talvez uma das de maior relevância.

    Para responder à necessidade de conter as alterações climáticas e mitigar os seus efeitos, quase todas as especialidades em que atualmente a engenharia se apresenta estruturada serão chamadas a intervir. A engenharia civil, a especialidade que predomina atualmente na Ordem dos Engenheiros, irá ter um contributo importante, através da realização de obras de grande vulto, como a defesa, adaptação de aglomerados urbanos e da infraestrutura construída ao longo do litoral e dos estuários, a proteção contra a erosão, o controlo das cheias e dos seus efeitos, mas esse contributo será sobretudo reativo. A engenharia eletrotécnica é, provavelmente, a especialidade que possui os recursos de aplicação mais imediata em medidas de caráter preventivo, sendo notáveis os vários desenvolvimentos que têm surgido nos últimos anos no domínio das redes inteligentes de energia, integrando conceitos como a Internet das coisas, a mobilidade elétrica, a microprodução renovável e o micro armazenamento.

    Uma rede elétrica inteligente (do inglês smart grid, Fig. 1) é um sistema robusto de interligação de instalações avançadas de produção (esta predominantemente renovável), consumo e armazenamento de energia elétrica que utiliza tecnologias da informação e da comunicação para aumentar a sua eficiência, fiabilidade e sustentabilidade. 

      

    Fig. 1 – Esquema duma rede eléctrica inteligente


    Tem sido feito no nosso País um notável esforço para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis da produção de energia elétrica, esforço esse que muito tem contribuído para descarbonizar o conjunto da economia. No entanto, o grande potencial do nosso País no que respeita à produção de energia elétrica a partir das fontes renováveis mais limpas, em particular, o sol, e, mesmo, o vento, está muito longe de ser aproveitado. Por outro lado, é patente a falta de um sistema avançado de articulação entre as diversas formas de produção e de consumo de energia.

    A melhoria da flexibilidade da gestão do sistema elétrico nacional tem passado pelo reforço da potência instalada em centrais hidroelétricas existentes, com reversibilidade, e da construção de novas barragens, ditas de elevado potencial hidroelétrico. Estas últimas têm algum efeito adicional na regularização de caudais e controlo de cheias, mas à custa de um grande impacto sobre o património natural e os ecossistemas. A pertinência destas obras tem de resto, sido muito contestada, mesmo em termos estritamente económicos. 

    É certo que têm estado em curso algumas iniciativas para responder à necessidade de articular devidamente a produção e o consumo, nomeadamente a InovGrid ou a InteGrid, que se integram em projetos europeus no âmbito das redes e cidades inteligentes. No entanto, as iniciativas nacionais neste domínio têm-se concretizado muito lentamente e mostram-se pouco ambiciosas, face às necessidades e potencialidades do nosso País. O projeto InovGrid remonta a 2010 e, quanto ao armazenamento de energia (Fig. 2), o sistema instalado na Universidade de Évora tem uma potência igual à de um único automóvel elétrico topo de gama e uma capacidade de apenas 3 ou 4 desses veículos.

     

    Fig. 2 - Unidade de armazenamento do projeto InovGrid, Évora (foto do autor)

     

    Por outro lado, a restante produção renovável é sobretudo eólica, as principais iniciativas no domínio do fotovoltaico têm consistido na construção de grandes centrais, em detrimento da microprodução2, e as do domínio das ondas não têm tido desenvolvimento.

    Para além da micro geração eólica, que, sob diversas formas, vem sendo usada há décadas, e da microprodução fotovoltaica, cujos custos têm vindo a sofrer reduções substanciais, a microprodução renovável permite hoje aproveitar outras fontes de energia, como a biomassa, com a vantagem adicional do contributo que pode trazer para a valorização dos resíduos florestais e consequente redução do número e gravidade dos incêndios3 (Fig. 3). 

                     

    Fig. 3 – Microcentral de biomassa baseada na gasificação3


    Quanto à mobilidade elétrica, depois de alguns anos de avanços e recuos, Portugal vai assistir ao crescendo generalizado de interesse por esta nova abordagem do transporte individual. De facto, devido em grande  parte, ao “efeito Elon Musk” todos os fabricantes de automóveis começaram já a comercializar ou têm na forja modelos 100% elétricos. A rápida mudança de paradigma vai provocar uma revolução no micro armazenamento, ou armazenamento distribuído, pelo que o potencial da vertente “carregamento inteligente” passará rapidamente a estar em condições de ser explorado, o mesmo acontecendo com as outras formas de micro armazenamento, como as baterias domésticas de iões de lítio ou as células domésticas de combustível. Face a esta rápida evolução, urge preparar o País para tirar partido do conceito de consumidor-produtor, que encerra um potencial quase ilimitado, se articulado através das redes inteligentes.

    Os engenheiros portugueses têm hoje acesso ao conhecimento necessário para, usando recursos endógenos, contribuírem para minimizar a dependência energética do País e, ao mesmo tempo, colocarem-no na linha da frente no controlo das alterações climáticas. 

    Portugal tem um enorme potencial de produção renovável de energia elétrica, quer seja a partir da radiação solar4, do vento ou das ondas. A prazo, e mercê de uma maior interligação das redes de distribuição de energia elétrica, Portugal, além de poder ser autossuficiente em energias renováveis, pode tornar-se um contribuinte líquido para o mix de energia elétrica “limpa” da Europa. Se os engenheiros conseguirem inovar, poderão até capitalizar no saber-fazer e nas tecnologias subjacentes, e aumentar a exportação de bens e serviços de elevado valor acrescentado, algo de que o País precisa, com urgência, para sair da atual estagnação económica.

    Existem no País unidades de investigação, empresas e associações empresariais capazes de pôr em marcha um grande projeto mobilizador visando tornar Portugal um dos cinco primeiros países do mundo totalmente cobertos por uma rede elétrica inteligente. Podem estabelecerse contactos com entidades estrangeiras que têm projetos avançados neste domínio, e articular, numa iniciativa lançada pela Ordem dos Engenheiros, a sua experiência com o conhecimento detido por instituições portuguesas. A nível nacional, a aplicação à actual rede de distribuição de energia elétrica do conceito “rede inteligente” pode ter um impacto tão grande como o que teve, nos anos quarenta do século passado, a iniciativa que originou a Lei 2 002, de 26 de dezembro de 1944, da “Electrificação do País” (Fig. 4). 

    Ao liderar uma tal iniciativa, a Ordem está a dar cumprimento à sua missão estatutária fundamental, que é “contribuir para o progresso da engenharia”; mas está, sobretudo, a responder a um leque de necessidades urgentes do País: pôr a economia a gerar riqueza, aumentar do valor acrescentado das exportações, reduzir drasticamente a dependência energética, tornar Portugal um exemplo a nível internacional e, com tudo isto, melhorar a autoestima dos Portugueses. Isto granjear-lhe-á o reconhecimento da Sociedade, e permitir-lhe-á recuperar a influência perdida.

     

    Vítor Cóias

    2017-12-14

     

    Fonte:

    https://www.google.pt/search?biw=1340&bih=631&tbm=isch&sa=1&q=%22estado+novo%22+barragens&oq=%22estad o+novo%22+barragens&gs_l=psy-ab.12...42301.44271.0.47629.9.9.0.0.0.0.116.795.5j4.9.0....0...1.1.64.psyab..0.2.229...0j0i30k1j0i8i30k1j0i24k1.2J1vpbOudB0#imgrc=lIri8yrf0vSPUM: 

    Fig. 4 – Barragem de Castelo do Bode, em construção no âmbito da Lei de Eletrificação do País, de 1944

     

                                                

    1      F. D. Santos e P. Miranda (Editores), Alterações Climáticas em Portugal, Cenários,

    Impactos e Medidas de adaptação. Projecto SIAM II. Lisboa, Gradiva, 2006. Disponível em https://issuu.com/pmagarrett/docs/siam-2 Acesso em 2017-09-2.

    2      Aguarda presentemente licenciamento um projeto de construção, no concelho de Ourique  duma central fotovoltaica de 300 MW, que se prevê venha a ser explorada sem tarifas subsidiadas. Juntamente com as outras centrais fotovoltaicas no mesmo concelho, coloca, no entanto a necessidade de reforço da rede de distribuição.  

    3      A vulgarização de micro centrais de biomassa tem um enorme potencial de redução dos incêndios florestais com todo o cortejo de prejuízos, dentre os quais se destaca, para efeitos deste estudo, a emissão de gases de efeito de estufa. Segundo os cálculos da Agência

    Portuguesa do Ambiente (APA) divulgados pelo Expresso (’17-08-19) os 128 mil hectares de mato e floresta que arderam de janeiro a 31 de julho de 2017 foram responsáveis pela emissão de 2,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, o mesmo que cerca de metade das emissões anuais da central a carvão de Sines, a mais poluente de Portugal, ou mais do que as emissões anuais de 2 milhões de automóveis.

    Existem centrais com potências da ordem de algumas dezenas de kW até algumas dezenas de MW, baseadas nas diversas tecnologias disponíveis: combustão, gasificação e pirólise, sendo os resíduos florestais um dos principais combustíveis utilizados.

    A biomassa florestal disponível em Portugal é da ordem dos 2Mt/ano, a que corresponde um potencial máximo de produção de electricidade de 1,2TWh/ano, ou seja, 3 a 4% de toda a electricidade produzida em Portugal em 2010.

    4 O fotovoltaico é uma das tecnologias mais promissoras para países com elevada exposição solar, como é o caso de Portugal, com uma radiação global anual de 1500 a 1800 kWh/m2.     

  • 12 Jan 2018 14:13 | José Cascão (Administrator)
    • continental seguranca tecnologia (1)

     A Continental tem levado a cabo uma investigação exaustiva de tecnologias que têm por objetivo reduzir os acidentes rodoviários, surgindo na Feira de Eletrónica de Consumo (CES) de Las Vegas com uma série de soluções avançadas de conectividade, incluindo uma que visa tornar os cruzamentos e entroncamentos em locais mais seguros para os condutores.

    Esse é aliás um dos pontos de pesquisa em que a Continental mais tem trabalhado, tendo em conta que os cruzamentos e entroncamentos são locais problemáticos em que a probabilidade de acidentes aumenta consideravelmente, devido, sobretudo, a erro humano. Problemas como a falta de atenção, má análise das situações, carros que não estão visíveis ou outros utilizadores da estrada mais vulneráveis são responsáveis por muitos acidentes rodoviários e mortes na estrada em todo o mundo. De acordo com o Departamento Norte-Americano dos Transportes, 51% de todos os acidentes com feridos e 28% dos acidentes fatais ocorrem em cruzamentos.

    Face a isso, a divisão tecnológica da Continental está empenhada em melhorar a segurança desses locais com a sua assistência à condução, Vehicle-to-X (comunicações entre o veículo e o que o rodeia) e tecnologias de sensores que transformam os perigosos cruzamentos atuais em cruzamentos mais seguros e inteligentes. A tecnologia deteta os utilizadores num perímetro de 360º dos cruzamentos e comunica a posição e o movimento destes objetos a todos os veículos que se aproximam e que estão equipados com a tecnologia V2X.

    O conceito Intelligent Intersection – Cruzamento Inteligente – da Continental é uma solução chave na mão: inclui o conjunto completo de sensores para um cruzamento, os poderosos algoritmos de fusão de sensores que geram o modelo ambiental e as unidades Dedicated Short-Range Communication (DSRC), tanto no cruzamento como no veículo. Um dos objetivos é proteger os utilizadores da estrada mais vulneráveis (VRUs), como peões e ciclistas. Outro objetivo é apoiar os condutores em cenários de cruzamentos complexos, evitando, por exemplo, que os carros que virem à esquerda avancem para o trânsito causado por um acidente.

    Esta tecnologia de cruzamentos inteligentes foi demonstrada pela primeira vez numa pista de testes em outubro de 2017 no Centro de Desenvolvimento da Continental em Brimley, Michigan (EUA), sendo que os próximos passos incluem um teste mais amplo e a implementação piloto da tecnologia num cruzamento na Cidade de Columbus, Ohio.

    Reduzir o número de acidentes por erro humano

    A assistência baseada em sensores torna a condução mais segura e confortável. No entanto, os peões e os ciclistas, por exemplo, só tirarão partido desta tecnologia se forem detetados pelos sensores dos veículos. Muitas vezes, situações de trânsito típicas dos cruzamentos fazem com que tal seja difícil. Outros veículos e infraestruturas da cidade podem facilmente ocultar utilizadores da estrada em situação mais vulnerável e até mesmo outros veículos. O desafio subjacente é colocado por efeitos como escurecimento dos sensores ou obstrução da estrada.

    Ao levar para as infraestruturas tecnologias que já provaram funcionar em veículos, a Continental está a enfrentar este desafio: “Com a tecnologia de Cruzamento Inteligente estamos a oferecer um novo elemento de segurança perfeitamente adequado às futuras cidades inteligentes”, disse Bastian Zydek, Gestor de Projeto do Intelligent Intersection. “O Cruzamento Inteligente é uma demonstração de segurança colaborativa e um passo em frente no caminho para a Visão Zero – a nossa visão de uma condução sem acidentes”.

    Sensores como a câmara, radar e Lidar são posicionados nos campos dos cruzamentos. Detetam cada utilizador na estrada na área e transmitem uma lista de objetos relevantes a uma unidade de fusão de sensores, que gera um modelo ambiental vasto e a 360°. Os objetos importantes são assim transmitidos através do Dedicated Short-Range Communication a todos os veículos que se aproximam do cruzamento.

    Uma unidade de controlo DSRC no veículo recebe as mensagens; depois, um sistema interno verifica a sua importância e desencadeia uma ação adequada se existir uma situação crítica. “A monitorização ativa de cruzamentos dá ao condutor e/ou ao sistema inteligente do veículo uma vantagem de tempo muito importante para agir, mesmo antes que um problema se torne visível”, acrescenta Zydek.

    Pedro Junceiro

    PEDRO JUNCEIRO
    Editor Conteúdos

    Página fonte

  • 5 Jan 2018 00:26 | José Cascão (Administrator)



    Já foram revelados os detalhes sobre a preocupante falha que afecta os CPUs Intel, mas que afinal se vem a revelar bem mais vasta, afectando igualmente CPUs AMD e ARM e que deixa vulneráveis praticamente todos os dispositivos electrónicos com CPUs fabricados nos últimos dez anos.

    Para começar, não estamos perante uma única falha, mas sim duas, denominadas Meltdown e Spectre.

    Meltdown é uma falha que permite a um qualquer programa ultrapassar as barreiras que o deviam isolar do funcionamento do sistema operativo, permitindo acesso a zonas de memória que contenham informação sensível. Esta falha afecta todos os CPUs fabricados desde 1995 (com excepção dos Itanium e alguns Atom) - não parecendo afectar CPUs AMD e ARM.

    Spectre é outra falha, que permite usar uma técnica idêntica para que um programa malicioso consiga aceder a dados de outros programas. É uma vulnerabilidade mais difícil de explorar, mas também se revela mais difícil de corrigir - e tem a agravante de que, para além dos CPUs Intel, também afecta os AMD e ARM (daí a confusão de alguns dizerem que a falha só afecta uns, ou todos - estamos a falar de duas vulnerabilidades distintas).

    Este ataque até permitiria que um script numa página web pudesse potencialmente aceder à memória de um gestor de passwords, e torna-se por isso preocupante (a Mozilla já fez uma actualização de emergência que, por agora, limita a precisão das funções de temporização que são necessárias para se tirar partido desta vulnerabilidade).


    A origem do problema tem a ver com a "execução especulativa de código". Inicialmente, um CPU limitava-se a ler as instruções da memória e a executá-las; simples. Com o aumento do desempenho, foram-se aplicando novas técnicas, que iam fazendo o pré-carregamento das instruções seguintes, para que estivessem prontas a ser executadas. O problema deste sistema é que, quando se chega a uma instrução que implicasse uma decisão "se acontecer isto, faz aquilo, senão faz antes aquela outra coisa" temos a situação de que o CPU não sabe que caminho irá ter que percorrer. Nas primeiras implementações, o CPU tentava determinar qual seria o percurso mais provável, mas posteriormente - e tendo em conta a enorme penalização no desempenho que ocorre quando o CPU "falha" e tem que reiniciar o processo de ir buscar instruções - o CPU começou também a fazer a "execução especulativa" desse caminho alternativo. Assim, fosse para que lado fosse, o CPU estaria preparado para continuar o processamento a toda a velocidade - sendo que, ao seguir por um caminho, se limitava a descartar as instruções do caminho que não tinha seguido.

    O problema é que essas instruções pré-processadas na eventualidade de serem necessárias estão a ser executadas sem o devido controlo de acesso a zonas da memória que não deveriam conseguir aceder; fazendo com que programas criados especificamente para tirarem partido disto, consigam ler praticamente qualquer zona de memória do sistema.



    Tudo isto resulta numa verdadeira "tempestade perfeita", que faz com que praticamente todos os computadores das últimas décadas fique em risco - a não ser que se utilize um sistema actualizado e com as devidas correcções implementadas, assim como software que minimize o risco de abuso por parte do Spectre.

    O mais assustador no meio de tudo isto é que, mesmo para aquelas pessoas mais paranóicas (como eu), que já se davam ao trabalho de criar máquinas virtuais para correr software em que pudessem não confiar completamente, para garantir que qualquer actividade indesejada não conseguisse aceder ou interferir com o sistema principal, estas falhas tornam isso irrelevante. É verdadeiramente uma dos maiores "barracadas" de sempre na informática... e suspeito que ainda vá dar bastante que falar, quando começarem a surgir ataques que se aproveitem destas vulnerabilidades nos muitos milhões de sistemas que seguramente irão permanecer vulneráveis...

    Página Fonte

  • 5 Jan 2018 00:22 | José Cascão (Administrator)


    Se hoje em dia não podemos acreditar em tudo o que vemos, daqui para a frente nem sequer poderemos acreditar nas pessoas que vemos, por "culpa" da Nvidia e do seu novo sistema de criação de rostos.

    Embora a manipulação de imagens há muito nos tenha ensinado a que nem sempre uma pessoa é exactamente como parece ser nas revistas, a questão é que em princípio teria por base uma pessoa real. Agora, deixamos de poder ter a certeza de que um rosto que vemos numa foto seja mesmo de uma pessoa real.

    A Nvidia criou um sistema de inteligência artificial que é capaz de gerar rostos realistas a partir de bases de dados de fotos, e os resultados... têm que ser vistos. Embora tudo comece com um bloco de pixeis incompreensíveis, bastam poucos dias para se começar a ter um rosto bastante realista (embora por vezes demonstrando um pouco em demasia as influências originais de um qualquer rosto famoso) com os resultados a serem considerados "completamente realistas" ao fim de duas ou três semanas.


    E não se pense que o sistema funciona apenas com rostos bonitos. Mudando-se os parâmetros de funcionamento e exemplos iniciais, os resultados mudam drasticamente, para todos os géneros de rostos que se possam pretender...


    Embora por agora o sistema se limite a criar imagens estáticas, não será difícil antever que seja apenas uma questão de tempo até que estes rostos virtuais das fotografias possam dar origem a vídeos - e já tivemos exemplos de como é fácil manipular vídeos para que os rostos digam o que se quiser que digam.

    Em suma... mesmo vendo-se um vídeo de alguém que pareça uma pessoa real a dizer algo, já não só teremos que duvidar se realmente estará a dizer o que estamos a ouvir, como teremos que duvidar se a tal pessoa "real" será mesmo real.


    Página Fonte: http://abertoatedemadrugada.com/2018/01/ai-da-nvidia-cria-rostos-realistas.html

  • 4 Jan 2018 23:27 | José Cascão (Administrator)

    Mutação

    INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – NANOTECNOLOGIA – FUSÃO HOMEM/MÁQUINA – GENÉTICA

    Estamos no ponto de partida de uma mudança tecnológica exponencial. Nas próximas décadas viveremos a desmaterialização da tecnologia. Os computadores abandonarão as secretárias para se instalar nos olhos, nas paredes e em tudo o que nos rodeia. Os chips estarão integrados em praticamente tudo à nossa volta, transmitindo informação vital. A qualidade e a esperança média de vida aumentarão espantosamente e o envelhecimento será retardado. Teremos capacidade de escolher genes para os nossos filhos e criar novas formas de vida.

    Em 2007, um smartphone tinha mais potência do que os computadores da NASA que levaram o homem à Lua em 1969. Em 2077 é provável que controlaremos os objetos à nossa volta através do pensamento. É unânime a opinião de que a revolução em curso é a maior e mais rápida de todas, com a interceção da genética, da nanotecnologia e da inteligência artificial. As consequências são inúmeras e transversais, com grande impacto na saúde.

    No entanto, a ascensão da máquina lança desafios sem precedentes, até a possibilidade de extinção da própria Humanidade.

     

    VER EPISÓDIO



    Estreia dia 2 de Janeiro na rtp

    Vamos à descoberta do Futuro, através de uma série documental em 4 episódios.

    Projetamo-nos 60 anos à frente para saber como vai viver a Humanidade em 2077. Onde vamos estar? De que recursos vamos viver? que tecnologias vamos usar? Como vamos responder aos nossos anseios? Como vamos sobreviver? Que humanidade queremos ser?

    Vamos ao encontro de personalidades influentes na sociedade global e de alguns dos maiores especialistas no futuro, nas mais variadas áreas.

    Vamos fazer pontes com o Presente e o Passado e perceber de que forma podemos influenciar o Futuro.

    Página fonte: http://media.rtp.pt/2077/artigos/mutacao-episodio-1/

  • 29 Dec 2017 21:10 | José Cascão (Administrator)

     

    Já pensou em aprender a programar? Porque não experimenta o Python?

    O Python é uma linguagem flexível, fácil de aprender e de usar.

    Comece por este video: 

       

    Dicas sobre a linguagem Python:

    Mais algumas dicas:



    Cumprimentos,

    José Cascão


  • 29 Dec 2017 13:30 | José Cascão (Administrator)


    A tecnologia está a mudar rapidamente o mundo em que vivemos. Todos os dias, desenvolvem-se novas inovações que integram a tecnologia em nossa vida quotidiana. 

    Nós não sabemos como será o mundo em 10 anos, mas sabemos que o mundo será alimentado por código! 



    CoderDojo acredita que uma compreensão das linguagens de programação é cada vez mais importante no mundo moderno, que é melhor e mais fácil apreender essas habilidades cedo e que ninguém deve ser negado a oportunidade de fazê-lo!

    Qualquer jovem de 7 a 17 anos pode frequentar e participar  de um Dojo gratuitamente!

    Em um Dojo, eles aprenderão habilidades como construir um site, criar um aplicativo ou um jogo e explorar a tecnologia em um ambiente informal, criativo e social.

    https://coderdojo.com/

    Em Portugal existem já alguns Dojo´s procure o mais perto de si ou inicie um Dojo!

    Por exemplo em Lisboa não deixe de visitar o CoderDojo LX.

    Cumprimentos,

    José Cascão

  • 10 Dec 2017 17:23 | José Cascão (Administrator)

    Com a participação de Eugénio Sequeira - Especialista em Solos


  • 19 Nov 2017 14:19 | José Cascão (Administrator)


    A transformação digital está iminente e todos os setores e empresas fazem parte dela. A mudança está a chegar rapidamente e muitos setores, se não todos, serão redefinidos. Esta nova era é definida pela transformação e rutura. Os agentes de rutura serão as primeiras organizações digitais que definem o aspeto que uma “empresa digital” deve realmente ter.

    Com este tópico em mente com os executivos, quase todas as empresas com que contacto, independentemente do tamanho ou setor, fazem a mesma pergunta: O que significa passar por uma transformação digital? O que é necessário? O que é importante?

    Esta transformação requer uma nova mentalidade

    A transformação digital é uma proposta tecnológica. Não há dúvida de que o impacto da tecnologia não tem precedentes no que se refere a fatores com o poder de cálculo e o armazenamento ilimitados que hoje em dia são uma realidade, bem como as possibilidades oferecidas por tecnologias de rutura como a IoT, a inteligência artificial, a aprendizagem em profundidade, a realidade mista, entre outras.  Como tal, é justo dizer que mais uma vez a tecnologia vai mudar o mundo.

    Também sabemos que a capacidade de ligar e gerir todos os recursos, produtos, empregados e clientes a nível global não tem sido realmente possível ou exequível. Por que é isto importante? Acredito na ideia de que a otimização das partes irá subotimizar o todo. Pela primeira vez, as grandes empresas poderão otimizar os seus negócios a nível global de uma forma que não era possível anteriormente.

    Com estas ideias como pano de fundo, compilei os meus pensamentos e observações em sete pontos determinantes que os líderes da atualidade têm de considerar enquanto planeiam a sua própria transformação digital. Sugiro a transferência deste Guia Passo a Passo para compreender estas recomendações e para saber como é que as empresas podem permanecer relevantes e competitivas nesta nova era digital.

    Transferir: Digital transformation- seven steps to success.v2.pdf


    Twitter: @Caglayan_Arkan

    Página fonte

  • 9 Jul 2017 13:01 | Anonymous

    ESTADO NÃO RESPEITA ENGENHEIROS

    Movimento Mais Engenharia alerta para o desrespeito do Estado Português à Directiva Comunitária

    No dia 19/07/2017 será apresentado em plenário da Assembleia da Republica um Projecto de Lei para a transposição da Directiva Comunitária 2005/36/CE(1), para rectificar a Lei nº 31/2009 aprovada em 3 de Julho de 2009, na altura através do lobby da Deputada Arquitecta Helena roseta e do Deputado Arquitecto Luis Vilhena.

    A reposição deste direito que assiste a um certo número de Engenheiros Civis de fazer Arquitectura, pretende ser uma correção à justiça para que estes Engenheiros que tiveram formação para projectos de Arquitectura e formados até ao ano de 1992/1993, antes da própria criação da Ordem dos Arquitectos em 1998, possam continuar com toda a legitimidade a executar este tipo de projectos.


    Livraria Lello no Porto, projeto do engenheiro Francisco Xavier Esteves

    É preciso entender que os Engenheiros Civis (em oposição aos militares) inicialmente faziam TODOS os actos necessários para a concepção e construção dos mais variadíssimos projectos civis, incluindo Arquitectura e Urbanismo, para a qual tinham formação. Com a evolução dos tempos, algumas especialidades como a Eletricidade, a Mecânica (aplicada à construção como a climatização e ventilação), as Telecomunicações e a Arquitectura, começaram a ter uma responsabilidade maior e a assumir todas as matérias referentes ao seu curso. Situação que com a criação da Ordem dos Arquitectos em 1998 levou igualmente a um maior distanciamento curricular dos Engenheiros Civis nesta matéria. No entanto existe ainda um certo número de Engenheiros Civis que executam projectos de Arquitectura, tendo tido não só formação para tal como têm uma experiencia de pelo menos 25 anos neste tipo de projectos e para os quais a referida Directiva Comunitária salvaguardou os seus direitos na execução destes projectos.

    Neste momento temos a ridícula situação e totalmente discriminatória de que os Engenheiros Civis de TODOS os países da União Europeia podem fazer arquitectura em Portugal excepto os Engenheiros Portugueses, e estes podem fazer projectos de arquitectura em TODA União Europeia excepto no seu próprio país.

    O Movimento MAIS ENGENHARIA na defesa daqui que considera os direitos dos Engenherios Civis que se encontram nesta situação, apela não só à divulgação pública desta questão como o apoio na reposição da justiça e da Directiva Comunitária 2005/36/CE(1),

    Os Arquitectos de mérito não têm nenhum receio da concorrência destes Engenheiros Civis que fazem Arquitectura há mais de 25 anos, somente os Arquitectos que receiam ser menos capazes de fazer arquitectura que estes, poderão realmente defender esta injustiça e o prolongamento da não meritocracia reinante.

    A ENGENHARIA É O MOTOR DO DESENVOLVIMENTO DUM PAÍS.

    ESTUDOS RECENTES MOSTRAM QUE POR CADA NOVO ENGENHEIRO ACTIVO SÃO CRIADOS ENTRE 2 A 3 NOVOS EMPREGOS.

    FAÇA PARTE DO NOSSO MOVIMENTO MAIS ENGENHARIA MovME E DIVULGUE A NOSSA MENSAGEM.

    • ·         Eng Paulo Bispo Vargas - Presidente
    • ·  Engº Joaquim Nogueira de Almeida - Vice-presidente / Comunicação
    • ·         Engª Manuel Salgado - Vice-presidente
    • ·         Engº Carlos Rebelo Silva - Vice-presidente
    • ·         Engº Nelson Cruz - Vice-presidente
    • ·         Engº Nelson Viana - Vice-presidente / Tesoureiro
    • ·         Engª Carla Martinho - Vice-presidente / Secretário
    • ·         Engº Francisco Pinto - Vice-presidente / Vogal
    • ·         Engº Hugo Augusto - Vice-presidente / Vogal
    • ·         Engº Simone Camacho - Vice-presidente

    Responsável Comunicação - Eng Joaquim Almeida

    joaquim.almeida.email@gmail.com

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