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  • 27 Oct 2018 17:30 | Joaquim Almeida


    As cidades são cada vez mais os motores do desenvolvimento económico no plano da competição global. O crescimento das cidades é um facto que não se pode ignorar e que sugerem que cada vez haverá mais megacidades

    Estas cidades entusiasmam-se com a possibilidade do que poderiam ser, onde o poder da inteligência e do músculo são reunidos numa mistura fantástica para impulsionar as bases para o empreendedorismo e do engenho humano. No entanto, apesar do seu poder, há algo mais que uma cidade precisa para acender a chama do crescimento econômico.

    Debaixo dos seus passeios e estradas a cidade está repleta de infra-estrutura que convertem matérias-primas em produtos e serviços. Energia, água, sistemas de transporte e comunicações são os motores que impulsionam o fluxo e refluxo do comércio, dos serviços e da indústria. As cidades movem-se e transformam-se impulsionando a economia em cada dia.

    Vale a pena recuar para observar como é que elas surgiram e o que as trouxe à vida. Vale a pena considerar como é que esta fórmula foi magicamente repetida com uma firmeza incomum nos vários países do mundo e ao longo de séculos.

    É improvável que todos os fundadores de cidades tenham tido a mesma estratégia em “como construir uma metrópole de sucesso”. No entanto, parece ter havido de facto, uma mesma lógica de como transformar uma pequena aldeia em um berço florescente de humanidade. Em algum momento, todas as cidades tiveram um começo. Todas começaram numa área aberta, utilizando um rio ou um porto, para permitir o trânsito de mercadorias e matérias-primas. Combinando essa vantagem com a proximidade de uma região com terras aráveis, forneceram recursos para a agricultura, comércio e indústria e a prosperidade e diversificação ao longo do tempo.

    Mas o mundo em que vivemos hoje está constante mutação. Com as mudanças climáticas que provocam mudanças importantes nas regiões e nos recursos, e à medida que os combustíveis fósseis se esgotam, os custos de energia passam a ser factor prioritário a ter em consideração. À medida que os consumidores se tornam mais informados, as empresas são obrigadas a procurar novos caminhos para a satisfação dos consumidores cada vez mais exigentes. Se são as cidades que impulsionam o crescimento econômico, não podemos esquecer que as regras do jogo mudaram, assim sendo, que estratégias deverão ser tomadas para que uma cidade continue a progredir e se reposicione na evolução global?

    Os criadores urbanos terão que reinventar os modelos de criação e crescimento. Num mundo de recursos naturais em declínio e escalada crescente dos custos de energia, em que os consumidores começam a aumentar a sua consciência ecológica, os pontos chaves para o crescimento e manutenção das cidades terá de ser necessariamente diferente daqui para a frente. As cidades do futuro dependerão do acesso a energia renovável de baixo custos. Com as áreas periféricas já ocupadas urbanisticamente as cidades terão que encontrar novos espaços não urbanos aonde possam fomentar o uso de energias alternativas, sistemas de dessalinização da agua e criação de ambientes confortáveis que a densidade urbana dificulta. A energia renovável de baixo custo será essencial para as cidades, permitindo que as empresas satisfaçam os seus princípios de sustentabilidade ​​para uma geração de cidadãos cada vez mais conectados e cada vez mais exigentes.

    Portugal tem condições climatéricas para poder repensar muito dos seus consumos urbanos, aonde as necessidades de aquecimento e arrefecimento, têm um grande impacto no consumo de energia.

    Nas soluções de eficiência energética, recordo que tendo em conta ao clima temperado e com alguma amplitude térmica, há uma solução constantemente esquecida nesta equação de consumo energético, a geotermia de baixa entalpia. As soluções de aquecimento de aguas através de painéis solares térmicos, está igualmente pouco implementada em quantidade e em soluções técnicas de fachadas colectoras. As soluções de reabilitação térmicas dos edifícios existentes com incrementos substanciais de isolamento térmico é uma política habitualmente fora das preocupações dos gestores das cidades, mas que trariam uma redução importante no consumo energético e o aumento de conforto dos seus habitantes.

    O recente programa “Casa Eficiente 2020” é um tímido principio daquilo que deveria ser um objectivo mais abrangente de melhorar significativamente a qualidade de vida dos cidadãos ao nível térmico e acústico, com a respectiva poupança de energia. Esperemos é que este programa não seja um incentivo à reabilitação cosmética, mas que prove elevar a poupança de energia de aquecimento e arrefecimento nos edifícios.

    As novas ferramentas digitais que permitem a utilização de redes wifi gratuitas ou de dados móveis na via publica, permitem também que com múltiplos sensores e avançados sistemas de integração, tornar mais fácil a gestão de todo o potencial energético do solo, da agua e do sol, aliviando claramente o nível de emissões de carbono nas cidades.

    No entanto seria necessária uma admirável coragem para mudar as regras existentes do urbanismo nas cidades.

    O recente debate para excluir os automóveis nas cidades, nomeadamente com politicas de transportes públicos eficientes, para reduzir emissões de CO2, em algumas cidades alemãs, é sinal que uma mudança começa a ser exigida no design urbano.

    Se colocarmos no lado de uma equação os custos de construção de tuneis e viadutos para descongestionar o trafego automóvel, a necessidade de ocupar o solo com parques automóveis, o de manter uma rede urbana de estradas e da sua gestão, a necessidade de construção e manutenção de linhas de Metro para deixar livre a superfície para os automóveis, e do outro lado da equação os custos de a cidade  proporcionar transportes públicos em qualidade e quantidade, gratuitos ou de baixo valor, verificamos que há algum fundamento para que as cidades possam fornecer pelo mesmo custo soluções menos consumidoras de energia, menos poluentes em termos de emissões CO2 e ruído.

    Os custos desta “revolução urbanística” poderá eventualmente não ser rentável a curto prazo, mas a médio e longo prazo a cidade no seu global ganharia em eficiência e em rentabilidade.

    A questão é, pagar agora? Ou pagar mais tarde em dobro ou em triplo?


  • 27 Oct 2018 17:19 | Joaquim Almeida


    Quando uma classe profissional é denegrida ou subvalorizada é muito triste, da mesma forma o é quando são sobrevalorizadas. ​

    Temos assistido ​à proliferação de pessoas com cargos políticos e/ou públicos que se intitulam de ​“engenheiros​” ou ​“doutores” ​no entanto, não passam de títulos arranjadas à pressa e sem fundamento legal, porque efectivamente não o são. 

    Infelizmente tal necessidade de recorrer a falsos títulos não ​se limita ao nosso país, apesar de nos últimos anos o numero de casos conhecidos ter aumentado substancialmente, como se de uma moda se tratasse. Quase que me atrevia a dizer que muito boa gente passou a acoplar sem pudor um "prefixo" na sua identidade, talvez por necessidade psicológica ou quem sabe para valorizar as suas competências para poder ocupar determinado cargo profissional, já para não falar nos muitos que consideram que ser titulado é sinónimo de ser uma pessoa de bem e de elevada competência.... O título ainda tem muito peso na forma como se avaliam as pessoas e os profissionais em Portugal, um país de “Doutores e Engenheiros”.

    Contudo sempre achei curioso, não assistirmos à mesma falácia para títulos de Arquitectos nos CVs da classe política. Porque será? Será uma questão de prestigio? Ou de credibilidade? Ou tratar-se-á de uma outra limitação desconhecida?

    Antes de continuar​, ​cabe-me afirmar que ​ tenho em muito boa consideração muitos ​dos nossos ​Arquitectos​, alguns dos quais tive e tenho o prazer de trabalhar, não obstante de algumas vezes não concordar com alguns princípios ​nos seus actos de Arquitectura. Mas sempre defendi que um bom Arquitecto ​é de toda a importância num projecto sendo sem duvida uma mais valia 

    Na discussão do recente debate entre engenheiros e arquitectos, as duas Ordens assumiram publicamente as divergências relativamente à aplicação da Directiva Comunitária 2005/36/CE, que foi negociada de forma injusta e incorrecta na sua aplicação no quadro legislativo Português, não respeitando os direitos adquiridos destas classes profissionais.

    Recordo ​de forma resumida, que o diferendo existente ​ na transposição desta Directiva Comunitária em que os Engenheiros Civis reclamam que legalmente seja reconhecido e aceite o direito aos Engenheiros Civis ​com​ licenciaturas começadas até 1987 e das universidades IST, FEUP, UM e FCTUC, de fazer projectos de Arquitectura em Portugal, tal como têm no resto da Europa e à semelhança de todos os Engenheiros Civis Europeus que ​podem fazer Arquitectura em Portugal.

    A transposição desta Directiva Comunitária para a legislação nacional tem tido forte contestação por parte dos Arquitectos, da sua Ordem e de um conjunto de notáveis da Arquitectura, numa petição publica “Arquitectura por Arquitectos”. Obviamente esta contestação foi defendida com os mais diversos argumentos corporativos dos quais cito alguns: “agora já há muitos arquitectos formados e desempregados ​logo já não precisamos que os engenheiros façam projectos de arquitectura”; “os engenheiros não têm formação em arquitectura ​logo não percebem nada ​ do assunto ”; “lá vamos voltar ao período dos patos bravos e das casas tipo maison com janelas tipo fenetre”; “os engenheiros não têm sensibilidade estética para fazer uma “boa” arquitectura”

    Evidentemente que por parte dos Engenheiros as contra-argumentações foram igualmente muitas, “desde sempre que os engenheiros fazem arquitectura”; “o direito de fazer arquitectura estava implícito na licenciatura obtida e não é justo que se retire”; “se legalmente antes podíamos fazer arquitectura, como é que depois de vários anos a fazer arquitectura deixamos de ser  ​legalmente ​competentes ​para o fazer”; “se legalmente a Comunidade Europeia reconhece essa competência aos engenheiros civis europeus, como é que Portugal não reconhece?  E só ao​s​ engenheiros portugueses”, etc, ​, etc, etc.....

    Todo um conjunto de argumentos, mas que, contudo, não abordou um ponto importante. Um arquitecto sem engenheiro não concretiza a obra, ainda mais se for uma obra com a complexidade que as arquitecturas mais arrojadas exigem. Criatividade complexa tem o seu mérito, mas para que se transforme em obra real tem obrigatoriamente o mérito do engenheiro que a sustenta.

    Livraria Lello no Porto, a Arquitectura de um Engenheiro


    Os debates verbais na comunicação social e nas redes sociais incendiaram os ânimos destes profissionais e ​até ​mesmo de uma parte da sociedade. Desde a aplicação das leis antigas e recentes, às questões estéticas, pondo em questão com maior relevância o “gosto” se ​o autor da arquitectura for um engenheiro do que se ​for um arquitecto​. Ao ponto de haver ​ “maus projectos” feitos por arquitectos e por isso não ser um factor determinante para a eliminação dos engenheiros, bem como boa arquitectura feita por engenheiros que não é igualmente prova de que todos os engenheiros saibam fazer arquitectura.

    Por fim, depois de vários avanços e recuos, a transposição da Directiva Comunitária em discussão, teve o parecer positivo do provedor da Justiça, passou por ser aprovada​​ na especialidade e depois no parlamento da Assembleia da Republica, tendo posteriormente sido reprovada pelo Exmo. Sr. Presidente da Republica que mandou de volta para a Assembleia da Republica para revisão de alguns pontos.

    O projecto de lei foi então revisto e aprovado tendo entre outras coisas a alteração mais pertinente de que somente se aplica aos Engenheiros Civis que "tenham subscrito, entre 1 de novembro de 2009 e 1 de novembro de 2017, projeto de arquitetura que tenha merecido aprovação municipal".

    Por acaso, sou Engenheiro Civil e estou abrangido ​por esta Directiva Comunitária.

    Em 1981 escolhi o curso de Engenharia Civil em vez de Arquitectura (que ​era a opção a seguir), e fi-lo depois de ter constatado que para fazer projectos de Arquitectura com a componente técnica que eu pretendia (calculo estrutural, concepção de infraestruturas, estudos térmicos, etc) o curso certo era o de Engenharia Civil já que este lecionava todas essas matérias e permitia fazer Arquitectura enquanto que o curso de Arquitectura era mais ligado às Belas Artes, ​logo com pouco suporte técnico. O direito de fazer arquitectura estava já implícito na minha escolha de curso superior e este direito assiste-me desde essa altura e da conclusão da minha licenciatura.

    Apesar disto, só uma vez é que assinei um projecto de Arquitectura, quando decidi construir a minha própria casa.

    ​Fi-lo e tive logo a primeira experiência do preconceito e estreiteza de posição de alguns Arquitectos. O primeiro projecto que fiz para a minha casa foi fruto de meses de concepção, com influencia de muitos mestres de arquitectura, da própria experiência de concepção de projectos variados e de construção de várias obras. Foi concebido numa linha modernista com um volume de fachadas em tijolo de burro e outro volume de um branco puro, tendo em consideração vários parâmetros, nomeadamente princípios de construção solar passiva, de que tive uma formação complementar. Para esse projecto contei igualmente com a intervenção de alguns arquitectos amigos que me deram opiniões, sugestões e conselhos, mas apesar de achar ser este “o projecto” para o meu lar, feito à minha medida e de inegável qualidade arquitectónica, foi liminarmente chumbado por uma arquitecta da Câmara de Cascais (1995/1996), com o argumento de que o projecto “não se enquadrava no meio rural em que estava inserido”, era moderna de mais​, e que deveria entregar o projecto a um arquitecto para fazer um correcto enquadramento!!!!

    Convém clarificar que o terreno em causa era um terreno duma urbanização recente e que a ​citada casa era a ​terceira a ser construída​. Agora 20 anos passados, a zona está cheia de vivendas de todo​s os estilos, incluindo arquitectura muito mais “modernista” e “não rural” daquela ​que eu tinha projectado. ​Mas como não podia perder tempo num debate ideológico, fui obrigado a avançar tendo colocado um novo projecto passado​s​ 15 dias, desta feita com telhados de telha “envelhecida” e fachadas com socos e bordaduras de vãos em amarelo, tipicamente “rural alentejano”…….. e ​finalmente ​esta arquitectura lá foi aprovada!!!!

    Nunca mais assinei um projecto de Arquitectura​, mesmo​ tendo evoluído em termos profissionais com a criação de um gabinete de projectos, que passou a incluir todas as engenharias e arquitectura, os projectos de arquitectura foram assinados pelos arquitectos que contratei. Como dizia o meu avô “albarda-se o burro à vontade do seu dono”.

    O que acabei de contar serve para exemplificar que apesar de poucos engenheiros civis voltarem agora a ter possibilidade de assinar “legalmente” projectos de arquitectura, serão sem duvida uma minoria que só por si, não merecem tanta contestação dos arquitectos. Estamos a falar de engenheiros civis de 4 universidades e que têm no mínimo 48 anos de idade e uns 25 anos de experiência profissional. Destes só uma percentagem muito pequena foi para a área de projecto, já que a maior parte foram​ para obra e fiscalização. Além de que nesta fase da carreira provavelmente estão mais em postos de chefia ​onde mandam executar, em vez de executar.

    No entanto a lei agora aprovada e que repõe a justiça somente para estes engenheiros civis, vai ter de novo o preconceito ​ e​ que agora ainda será maior, ​por parte ​dos arquitectos responsáveis nas Câmara​s ​ Municipais, ​pela a​ aprovação dos projectos de arquitectura. Seguramente​ teremos mais reprovações por preconceito do que aprovações por mérito.

    ​ 

    Tudo isto deve-se a uma questão de influencias e lobbies políticos e de uma falta de assertividade e bom senso na resolução deste diferendo que os arquitectos e engenheiros civis não conseguem chegar a entendimento.

    Esta contenda entre Engenheiros Civis e Arquitectos parece estar para continuar, nomeadamente pela definição das fronteiras de competências e responsabilidades em que os Arquitectos cada vez mais podem fazer Actos que habitualmente só permitida aos engenheiros Civis e que põe em causa muito dos conceitos de competências legais e da forma como a sociedade civil poderá ter a garantia que somente os profissionais com competências adquiridas e provadas poderão executar por exemplo Projectos de estabilidade e estruturas, projectos de redes de águas e esgotos, direcção de obra, fiscalização de obra, etc.

    Por fim, esta contenda entre Engenheiros Civis e Arquitectos, tem igualmente na definição dos honorários para a realização dos estudos de um projecto um desequilíbrio face às receitas pretendidas pelos Arquitectos, habitualmente de 50% do valor total dos estudos, deixando TODOS os estudos das outras Engenharias com os restantes 50% do valor total. Nestes estudos das Engenharias temos a estabilidade e estruturas, escavações e contenções, aguas, esgotos domésticos e pluviais, gaz, eletricidade, Telecom, estudos térmicos, climatização, ventilação, entre outros.

    Ora, não me parece que esteja equilibrado o nível de receitas com o nível de custos a assumir pelas Engenharias e apesar da tradição ainda se manter em grande parte nesta divisão de honorários, seguramente será mais um assunto que dividirá os Engenheiros Civis dos Arquitectos, nos próximos anos.


  • 27 Oct 2018 17:07 | Joaquim Almeida


    Em cada fim de ano lectivo os novos recém-licenciados dos cursos de engenharia preparam-se para integrar o mercado de trabalho. Para poderem usar o titulo de Engenheiro ou por obrigações legais na prática de alguns Actos de Engenharia, é condição obrigatória a inscrição na sua Ordem profissional. No entanto, desde 2015 que têm a possibilidade de se inscrever numa das duas Ordens para Engenheiros existentes no país, a Ordem dos Engenheiros (OE) e a Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET).

    Se a escolha neste momento parece óbvia, recaindo sobre a OE pelo seu prestígio e existência de 80 anos ao serviço da Engenharia, a verdade é que não é consensual, dado que para a obtenção de algumas “autorizações/declarações”, emitem-se com maior facilidade na OET comparativamente com a OE e até porque algumas engenharias não têm colégios próprios na OE, como é o caso das engenharias aeronáutica e de transportes entre outras.

    Esta situação caricata, em que cada Engenheiro português pode escolher estar inscrito na OET  ou na OE ou em ambas,  é caso único e a meu ver é ILEGAL.  A 10 de janeiro 2013, foi publicada em Diário da República a lei que estabelece o novo regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais. Ora esta lei, e sem entrar noutros detalhes, diz no seu artigo 5º, em que define as atribuições das Ordens profissionais, na alínea 1 d) que, é esta que atribui “A concessão, EM EXCLUSIVO, dos títulos profissionais”.

    Sendo assim, como é possível haver duas Ordens distintas? A Ordem dos Engenheiros (OE) e a Ordem dos Engenheiros Técnicos (OET), em que cada uma delas tem o poder EXCLUSIVO na atribuição do título de Engenheiro.

    De que forma o prestígio do título de “Engenheiro” pode ser defendido junto da sociedade civil?

    A questão da fusão das ordens não obtém um consenso entre os Engenheiros, sendo que a maior divisão de opiniões é entre os Engenheiros formados antes do acordo de Bolonha e com licenciaturas de 5 anos.

    Numa pequena sondagem feita num grupo de Engenheiros no Facebook, numa amostragem de aproximadamente de 1000 engenheiros, votaram 127 engenheiros e a maioria (57%, 73 votos) foi a favor da união das 2 Ordens, mas em que 16% (21 votos) coloca condições.


    O principio de dividir para conquistar (“divide et impera” ou “divide et vinces”) é um clássico nas estratégias de guerra para enfraquecer e subjugar os povos. O termo, embora já conhecido na Antiguidade, foi cunhado por Júlio César em seu livro” De Bello Gallico” (Guerra das Gálias), que explicou que para obter a vitória romana na guerra gaulesa era essencial promover uma política de “dividir” os seus inimigos e aliar com tribos individuais durante suas disputas com adversários locais. Esta estratégia também teorizada por Maquiavel em “O Príncipe”, sugere que a melhor maneira de obter vantagens é semear intriga entre aqueles que governam (ou que podem vir a governar) para conseguir a separação.

    Seguramente não terá sido por uma teoria de conspiração, formulada com muita antecedência, que as duas actuais Ordens que representam os engenheiros, se formaram. A história é outra….. No fim, é a falta de visão e alguma desorientação dos próprios engenheiros que divididos em Engenheiros e Engenheiros Técnicos, fazem perdurar esta divisão que actualmente não faz sentido.

    O prestígio atribuído ao título de “Engenheiro” vem de longe, dos tempos em que toda a engenharia era militar. Após 1790 os engenheiros formavam-se na Academia Real de Fortificação, Artilheria e Desenho, que deu lugar, em 1837, à Escola do Exército, onde se começou a lecionar um curso especificamente de Engenharia Civil.

    A profissão de engenheiro civil destacou-se progressivamente da sua congénere militar e ganha identidade própria em Portugal durante o Fontismo, com a constituição, em 1864, no Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, do Corpo de Engenharia Civil e dos seus Auxiliares, composto por 115 engenheiros (a maior parte de origem militar), 18 arquitetos e 175 condutores de obra pública (formados pelos institutos industriais). A criação desta entidade deu imediatamente lugar a um conflito entre os seus filiados com os engenheiros militares do pré-existente Real Corpo de Engenheiros, a disputar entre si os lugares na administração pública. Em resultado, a nova entidade teve vida efémera e foi dissolvida em 1868. Os engenheiros nela agregados fundaram, no ano seguinte, em 1869, a Associação dos Engenheiros Civis Portugueses, (AECP), a primeira associação portuguesa de engenheiros, que agregava também os engenheiros de minas, e, mais tarde, os engenheiros de máquinas, os eletrotécnicos e os químico-industriais, especialidades com um protagonismo crescente na economia do Pais, nos finais do século XIX.

    Entretanto, os condutores de obras públicas formados pelos institutos industriais constituem, em 1883, a Associação de Condutores de Obras Públicas (ACOP) e reclamam para si, em 1898, o título de “Engenheiros Auxiliares”, regressando ao conceito do Corpo de Engenharia Civil e dos seus Auxiliares, extinto trinta anos antes, e abrindo uma nova frente de conflito na guerra dos títulos. De facto, logo a seguir à implantação da República, o Instituto Industrial e Comercial de Lisboa é dividido, e a vertente industrial é reestruturada por Alfredo Bensaúde segundo o modelo alemão da altura, dando origem ao Instituto Superior Técnico. O remanescente do Instituto Industrial de Lisboa, regenerando a vertente industrial, dá origem, em 1914, à Escola de Construções, Indústria e Comércio e retoma a designação Instituto Industrial em 1918, passando a lecionar, entre outros, cursos para auxiliares de engenheiros. A disputa pelo título de engenheiro reacende-se em 1924, quando já chegava ao mercado de trabalho um número significativo de diplomados do Instituto Superior Técnico, e é publicada uma lei que substitui a designação de “Condutor de Obras Públicas” pela de “Engenheiro auxiliar”. Quer os profissionais oriundos do novo ensino técnico superior, os novos engenheiros com formação universitária, quer os oriundos do então já existente ensino técnico médio, os Condutores, agora Engenheiros Auxiliares, consideram-se com direito ao uso do almejado título, sendo que só os primeiros são reconhecidos pela AECP.

    No início dos anos 20 é sobre esta temática que parecem centrar-se as preocupações da AECP e é em defesa do uso exclusivo do título de Engenheiro que cerram fileiras os alunos do IST. A questão fica temporariamente suspensa, no que toca aos profissionais oriundos do ensino médio, em 1926, com a publicação de um decreto segundo o qual o título de “Engenheiro” passa a ser exclusivo dos oriundos do ensino superior, nomeadamente do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, e da Faculdade de Engenharia do Porto, passando os diplomados por qualquer curso de ensino técnico industrial médio a ser designados por “Agentes Técnicos de Engenharia”. No entanto, a defesa do título de engenheiro e a disputa sobre quem o pode usar continuaram acesas, procurando os engenheiros da AECP limitar ou mesmo excluir do acesso ao mercado de trabalho os diplomados por escolas estrangeiras e os oficiais de artilharia.

    Em 1936, com o regime corporativo instalado, o governo cede finalmente às insistentes petições da AECP e é criado, com a designação de Ordem dos Engenheiros, o Sindicado Nacional dos Engenheiros. Mas a defesa acérrima do exclusivo uso do título não desarma, e em 1940, a Ordem dos Engenheiros solicita superiormente a publicação de um diploma legal proibindo às firmas comerciais o uso das palavras “Engenheiro”, “Engenheiros” ou de “Engenharia” e, em 1942, não deixa de reclamar contra o emprego dessas designações no alvará que cria o “Sindicato Nacional dos Engenheiros Auxiliares, Agentes Técnicos de Engenharia e Condutores”.

    Durante a vigência do Estado Novo o conflito pelo uso do título volta novamente ao lume brando, mas a convergência entre as competências e atribuições de engenheiros e agentes técnicos de engenharia vai fazendo o seu caminho: um decreto de 1967 consagra a autonomia dos agentes técnicos de engenharia, que passam a poder elaborar e subscrever projetos sem a tutela de um engenheiro, o que é reiterado pelo Decreto n.º 73/73, de 28 de fevereiro, no qual se determina que os projetos sejam elaborados e subscritos por arquitetos, engenheiros civis, agentes técnicos de engenharia civil e de minas e construtores civis diplomados.

    Com o 25 de abril a convergência de competências das duas profissões acentua-se, com a transformação dos institutos industriais de Lisboa e do Porto em institutos superiores de engenharia, o ISEL e o ISEP, que passam a conferir os graus de bacharel e licenciado. A velha temática reacende-se, agudizada pela alteração do título profissional dos “Agentes Técnicos de Engenharia”, para “Engenheiros Técnicos”.

    A Ordem dos Engenheiros assiste, em 1978, à criação da APET – Associação Profissional dos Engenheiros Técnicos e, em 1999, à sua institucionalização como ANET – Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos, e é, segundo ela própria, surpreendida, em 2011, com a aprovação, pela Assembleia da República, da Lei n.º 47/2011, que cria a Ordem dos Engenheiros Técnicos e aprova o respetivo estatuto.

    A OE e OET têm estado, desde então, de costas voltadas, sem conseguirem entender-se. Ainda em 2009, a propósito da Lei 31/2009, de 3 de julho, que aprovou o regime jurídico da qualificação profissional exigível aos técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de projetos, pela fiscalização de obra e pela direcção de obra, revogando o já referido Decreto n.º 73/73, foi dada à OE e à então ainda ANET a oportunidade para estabelecerem um protocolo definindo as qualificações específicas dos engenheiros e engenheiros técnicos, mas elas não se conseguiram pôr de acordo. Sendo os referidos requisitos fixados por portaria.

    Em 2011 a OE, que até então considerava imprescindível uma formação superior de ciclo longo (cinco anos) para o exercício da profissão de engenheiro, altera o regulamento interno para poder admitir como membros os detentores de licenciaturas pós-Bolonha (1.º ciclo), que envolvem apenas três anos de formação superior. Como, em Portugal a licenciatura pós-Bolonha de ciclo curto corresponde ao anterior bacharelato, esta alteração significa que, na prática, a ordem dos engenheiros passa a admitir como membros os engenheiros técnicos o que, como é óbvio, foi entendido pela OET como um ato hostil. Em resposta, a OET instaura um processo judicial contra a OE, pondo em causa a legalidade da nova modalidade de admissão, mas em 2015 o tribunal competente declara improcedente a reclamação da OET, confirmando o direito da OE à admissão de licenciados pós-Bolonha em Engenharia, e considerando não constituir exclusividade da OET a admissão pela OE daqueles licenciados.

    Ainda em 2015, com a publicação da Lei n.º 41/2015, surgiu uma nova oportunidade para o estabelecimento de um acordo entre as duas ordens quanto às qualificações a exigir aos engenheiros responsáveis pela elaboração e subscrição de projetos, pela fiscalização e direção de obra, mas a oportunidade foi novamente desaproveitada.

    Com a admissão pela OE dos licenciados pós-Bolonha (o equivalente aos antigos bacharéis), a guerra dos títulos extingue-se, finalmente todos se intitulam de engenheiros e podem ser membros de qualquer uma das Ordens ou das duas, o que vem reforçar que a existência de uma só ordem seria a medida mais inteligente.

    Na minha opinião, a união das 2 ordens tem vantagens evidentes, não somente por ser uma regularização legal do poder do Estado à associação profissional que representa os Engenheiros, mas igualmente por normalizar a voz representativa destes. Neste caso, estamos a falar de aproximadamente 45000 e 25000 associados da OE e da OET respectivamente, uma só voz e com mais associados tem seguramente uma maior capacidade de lutar pela defesa da classe e dos actos de engenharia, junto do Estado, das Universidades, da sociedade civil e profissional. Outra mais valia refere-se à economia evidente pelo facto de não haver custos de estrutura em duplicado, o que permitiria um reforço da autonomia financeira dos diversos colégios. Uma forma de ir ao encontro de muitas críticas existentes relativamente à falta de atribuição de verbas especificas para cada engenharia desenvolver programas específicos. Por fim, esta seria uma oportunidade para repensar na reorganização funcional e estatutária que a evolução técnica tem mostrado nos últimos anos, de forma a dar um salto qualitativo numa Ordem que representa os profissionais que mais contribuem para produção e evolução nacional.

    Finalmente deixo a seguinte questão:

    • ·       Quem ganha com a divisão da classe dos Engenheiros?


  • 25 Oct 2018 11:50 | Joaquim Almeida


    Os preços dos imóveis variam tanto no mundo que, com 300.000 euros, você pode comprar um estúdio de 18 m² em Londres ou uma vila de luxo de 600 m² na Cidade do Cabo. Paris é a segunda capital mais cara do mundo.

    Na Europa, Londres registra o maior preço por m² e por 300.000 €, na capital britânica, um comprador só pode comprar um estúdio de 18m². 

    Por ocasião do seu seminário anual global, a rede Century 21, que inclui 8.800 agências imobiliárias em 81 países, perguntou a seus parceiros uma pergunta simples: o que você pode comprar em uma cidade grande ou capital por 300.000 euros? US $ 345.000) hoje? Naturalmente, o resultado reflete apenas parte da realidade. Obviamente, as diferenças são enormes, pois os mercados e seus contextos são variados: por um pagamento mensal de 1.681 euros por mês ao longo de 20 anos (quase o padrão médio de vida dos franceses, 1.710 euros mensais, segundo o INSEE), com um empréstimo a uma taxa de 1,60% excluindo seguro , um comprador pode pagar 18 m² em Londres ou uma vivenda de luxo com serviços de alta qualidade e 600 m² em Cape Town, África do Sul. Nova York (20 m²) e São Francisco (28 m²) oferecem menos espaço que Paris (31 m²), Munique (35 m²), Vancouver (46 m²) ou Bangkok (50 m²). Não o suficiente para acomodar confortavelmente uma família com crianças ...

    Os preços dos imóveis estão principalmente na cabeça , enquanto o velho continente já é "área Mundial reúne a maior concentração de altos preços imobiliários ". Por outro lado, na América do Sul, os preços tendem a cair ou a se estabilizar.


  • 13 Apr 2018 12:40 | José Cascão (Administrator)

    O Potencial da Engenharia na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS);

    Autor: Pedro Neves 

    Pedro Neves, licenciado em Engenharia de Minas (pré Bolonha) pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), tem pós-graduações em gestão de projetos, gestão de empresas, gestão de ativos, private equity e venture capital, pela PMP, Católica Lisbon School of Business and Economy, TCN Academy de Utrecht e Harvard Business School respetivamente. É professor convidado da ESAI onde leciona Cidades do Futuro, e coordena o MBA em Requalificação Urbana. É sócio fundador da Global Solutions, membro do Business Advisory Board da United Nations Economic Commisions for Europe (UNECE) onde é o Task Force Leader para a implementação das ODSs. É investigador do centro de investigação da Católica Lisbon Business School and Economics, membro do Business Advisory Board da IESE Business School em Barcelona, e colaborador do centro de investigação da Tsinghua University em Pequim.

    As Nações Unidas reconhecem que para atingir os ODS há hoje um “financial gap” anual de $2.5trilioes. Isto é para a “engenharia” no seculo XXI um desafio para promover soluções integradas, que utilizando o desenho, construção e exploração de infraestruturas no sentido lato, implicam incluir na equação para alem da engenharia tradicional, a engenharia ambiental, social e financeira.


    Resumo

    Para compreendermos o que se espera dos engenheiros no seculo XXI, e da sua intima relação com a implementação das ODS, são apresentados três blocos. No primeiro bloco analisamos a evolução histórica do Desenvolvimento Sustentável até à Agenda 2030 das Nações Unidas que dá origem aos ODS. No segundo bloco observamos os desafios e a complexidade da sua implementação, o papel de relevo das cidades, das soluções integradas, a visão e a gestão do ciclo de vida dos ativos que são criados, a promoção da coesão social, a defesa do planeta, a sua relação com a viabilidade económica e financeira, e a gestão dos investimentos necessários que tem um “financial gap” de $2.5 triliões anuais, exigindo saber promover e trabalhar em parcerias. No terceiro bloco e com base nos objetivos e nos desafios atuais é aprofundado o papel do engenheiro do seculo XXI e na implementação dos ODS ao nível dos projetos, dos programas de investimento e das politicas de desenvolvimento.

    • 1.      Desenvolvimento Sustentável, Agenda 2030 das Nações Unidas e ODS

    Podemos considerar que o Desenvolvimento Sustentável (DS) tem várias origens, e resulta da convergência da analise e da necessidade de gerir em paralelo três vetores: social(pessoas), ambiental(planeta) e económico(prosperidade). DS começa a ser discutido formalmente no encontro das Nações Unidas em Estocolmo em 1972, donde lemos: “a conferencia pede aos Governos e aos seus povos que exerçam esforços para preservar e melhorar as condições do ambiente, para o beneficio de todos os povos e para a sua prosperidade.”(United Nations Conference on the Human Environment, 1972). Uma data ainda mais determinante acontece em 1987 na reunião das Nações Unidas em Oslo, onde é apresentado o Relatório Brundtland (nome da ex-primeira ministra Norueguesa), em que obtemos a definição mais frequente de Desenvolvimento Sustentável: “um modelo de desenvolvimento que responda às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras darem resposta às suas próprias necessidades"(UN Commission on Environment, 1987). 

    Há vários encontros das Nações Unidas posteriores, no Rio em 1992, Joanesburgo 2002, Rio 2012, havendo sempre uma convergência no tratamento paralelo das questões ambientais, sociais e económicas. O ano de 2015 é, no entanto, o ano em que o Desenvolvimento Sustentável ganha um relevo ímpar, quando passa a ser a base da Agenda das Nações Unidas para 2030. A 25 de setembro de 2015, os 193 estados membros da UN adotam os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) a atingir no ano de 2030, e que passam a guiar as estratégias de desenvolvimento de todos os estados membros. Transformar o nosso mundo: a Agenda para 2030 Agenda do Desenvolvimento Sustentável. Esta agenda é um plano de ação para pessoas, planeta e prosperidade.(United Nations, 2015)

    Os ODS, também conhecidos pelas suas siglas em inglês SDGs (Sustainable Development Goals) têm 17 objetivos e 169 metas.  Poderão parecer muitos objetivos e muitas metas, no entanto é fácil reconhecer os 3 pilares de base Pessoas, Planeta e Prosperidade, associados aos vetores de desenvolvimento Social, Ambiental e Económico, nos primeiros 15 objetivos. Os objetivos 16 e 17 trazem os pilares Paz e Parcerias. Os ODS visão em primeiro lugar combater a pobreza, proteger o ambiente não deixando ninguém para trás. Para que isto seja possível é necessário estabelecer ao nível das politicas de desenvolvimento, modelos de crescimento económico que tenham simultaneamente uma agenda social e ambiental.

    • 2.      Os desafios da implementação dos ODS.

    Para atingir os 17 objetivos, promover a qualidade de vida para a humanidade e proteger o planeta, significa desenvolver e prestar serviços públicos que implicam realizar investimentos que irão criar ativos, assegurar o seu bom estado de funcionamento, e assim permitir prover os serviços desejados. Na sua maioria estes ativos são infraestrutura no sentido lato, que incluem a mobilidade, as utilidades, todos os edifícios e equipamentos necessários à prestação de serviços públicos nas atividades dos setores primário, secundário e terciário. É de salientar que apesar de haver um objetivo (nº9) especifico para infraestruturas, estes investimentos estão associados a muitos outros objetivos. Por exemplo quando se fala de saúde-vida saudável no objetivo 3 estamos a falar do serviço de saúde, mas também de equipamentos hospitalares e quando se fala de educação no objetivo 4 estamos a falar igualmente de equipamentos escolares. Da mesma forma quando se fala do objetivo 6 (agua), 7 (energia), estamos igualmente a falar de serviços e de ativos de infraestrutura de agua e saneamento, de produção e distribuição de energia, que devem ser desenvolvidos para que os respetivos serviços públicos sejam prestados. De salientar que quando estamos a falar de cidades estamos a falar de conjugar os ativos antes referidos de forma integrada. Neste caso a questão da habitação tem um papel preponderante. Para além de ser necessário desenhar e contruir é necessário assegurar a operação e a manutenção destes ativos de forma a assegurar os serviços públicos respetivos.

    O volume investimento considerado necessário para implementar os ODS considera um valor de 2.5 a 4 triliões de USD. Este valor não é hoje compatível com o investimento publico, considerando todas as administrações centrais de todos os países. Para ultrapassar este desafio as Nações Unidas incluíram nos ODS o objetivo 17 que pode ser considerado um convite formal a participação do setor privado na implementação dos ODS. Por detrás destes 17 objetivos, existem 169 metas que definem qualitativamente ou quantitativamente os objetivos.

    Os objetivos e as respetivas metas são ambiciosos do ponto de vista técnico, ambiental e social, obrigando a definir estratégias associadas a uma visão a 15 anos, a criar equipas multidisciplinares, e que funcionam em multinível, de projeto, de gestão de investimento e de politicas de desenvolvimento. Associado ao desafio de gestão existe outro de carater técnico-económico-financeiro, relacionado com o facto de que os recursos financeiros sendo escassos, exigem soluções inovadoras ao nível da gestão, da tecnologia e da finança. 

     

    • 3.      Os engenheiros no seculo XXI e a implementação dos ODSs

    Identificar patologias no território que requerem o desenho e a construção de ativos de infraestruturas sempre foi o trabalho da engenharia e só por isto se compreende que o desafio atual solicita aos engenheiros à escala global uma presença forte. No entanto para os engenheiros do seculo XXI o verdadeiro desafio está mais além.

    Engenharia significa equacionar e implementar soluções. Os engenheiros foram treinados durante a sua fase de formação a equacionar e a resolver problemas. Esta capacidade de analisar e solucionar problemas é provavelmente a mais importante característica dos engenheiros. No entanto no mundo atual onde equações financeiras ganham preponderância é fundamental que ás variáveis físicas com que trabalhamos diariamente como pressão, temperatura, ph, peso, distancia… sejam adicionadas as variáveis monetárias e deste modo apresentar soluções integradas que respondem aos desafios globais atuais. A transformação e a relação de unidades físicas em unidades monetárias estão ao alcance e deve ser praticada pelos engenheiros. Devemos também praticar a utilização das variáveis ambientais devendo estando alerta para a gestão do impacte ambiental. Da mesma forma devemos estar familiarizados com as variáveis sociais sobretudo aquelas relacionadas com a criação de emprego e da coesão social.

    Isto tem particular importância no contexto das ODS uma vez que quando pensamos na formação de equipas para desenvolver projetos ou para gerir ativos, estamos efetivamente a falar de criação de emprego. Ou seja, quando fazemos as analises dos projetos e associamos a estes uma variável social, não apenas o emprego durante a fase de projeto, mas também o emprego durante a fase da prestação de serviço estamos a falar de trabalho digno e crescimento económico (objetivo 8). Da mesma forma quando nos projetos estudamos o impacte ambiental tanto no meio terrestre como nos oceanos estamos a falar dos objetivos 13, 14 e 15.

    O objetivo 17 Parcerias para o Desenvolvimento, exige uma nova atitude. Para aqueles que consideram que transformar o mundo é trabalho de engenheiro, este é provavelmente o mais importante de todos os objetivos. O seu próprio nome significa que depois de se pensar em tudo que deve ser feito, se deve agora encontrar forma de implementar, através de soluções integradas com equipas de parceiros multidisciplinares, de forma interativa e iterativa. Soluções integradas, significa combinar a engenharia tradicional, com a engenharia ambiental, a engenharia social e a engenharia financeira. Esta é provavelmente o maior desafio para os engenheiros do seculo XXI, ser capaz não só de identificar os desafios, de os transcrever numa equação, mas também, de encontrar os parceiros públicos privados necessário para os implementar e encontrar o capital necessário para investir e financiar o desenvolvimento. Considerando que o capital exigirá um retorno, significa que na verdade o desafio não é apenas produzir ativos, mas antes investir em ativos que produzam um retorno para aqueles que investiram e um retorno com uma taxa de juro para aqueles que os financiaram.

    Os engenheiros que hoje compreenderem os desafios que estão por detrás dos ODS, devem por isso ser multidisciplinares, ter capacidade de projetar, contruir, explorar e manter, e, de saber financiar de forma sustentável. Precisarão igualmente de saber relacionar o interesse publico com a dinâmica e o capital privado, compreender e respeitar o planeta assegurando que deixarão uma pegada ambiental positiva, mas sobretudo compreender e criar uma agenda social assegurando que não fica ninguém para trás.

    Este é o desafio dos engenheiros de hoje, na verdade o nome desta agenda “transformar o nosso mundo” é um convite formal aos engenheiros para que encontremos soluções. Hoje os problemas são mais complexos e por isso a nossa vida muito mais interessante. Bem-vindos colegas aos ODS, temos muitos desafios pela frente, mas sem duvida estamos preparados par lhes fazer face.    

            

    Referências:

    Commission on Environment, W. (1987). Our Common Future: Report of the World Commission on Environment and Development. Retrieved from http://www.un-documents.net/our-common-future.pdf

    Nations Conference on the Human Environment, U. (1972). Report of the United Nations Conference on the Human Environment - A/CONF.48/14/Rev.1. Retrieved from http://www.un-documents.net/aconf48-14r1.pdf

    United Nations. (2015). Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development. General Assembley 70 Session, 16301(October), 1–35. https://doi.org/10.1007/s13398-014-0173-7.2

    Pedro Neves, licenciado em Engenharia de Minas (pré Bolonha) pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), tem pós-graduações em gestão de projetos, gestão de empresas, gestão de ativos, private equity e venture capital, pela PMP, Católica Lisbon School of Business and Economy, TCN Academy de Utrecht e Harvard Business School respetivamente. É professor convidado da ESAI onde leciona Cidades do Futuro, e coordena o MBA em Requalificação Urbana. É sócio fundador da Global Solutions, membro do Business Advisory Board da United Nations Economic Commisions for Europe (UNECE) onde é o Task Force Leader para a implementação das ODSs. É investigador do centro de investigação da Católica Lisbon Business School and Economics, membro do Business Advisory Board da IESE Business School em Barcelona, e colaborador do centro de investigação da Tsinghua University em Pequim.

  • 19 Mar 2018 12:48 | José Cascão (Administrator)


    Lançamento da 1ª pedra do primeiro CET da Costa do Marfim


    Abidjan (Côte d’Ivoire) - Le Premier ministre ivoirien, Amadou Gon Coulibaly a lancé lundi, à Kossihouen dans la sous-préfecture de Songon, une banlieue à l’ouest d’Abidjan, les travaux de construction du Centre de valorisation et d’enfouissement technique (CET), le tout premier du genre dans le pays d’un coût de réalisation de 40,73 milliards FCFA, a constaté APA sur place.

    Salubrité

    © Abidjan.net par Marc-Innoncent 
    Salubrité / Gestion des ordures: cérémonie de pose de la première pierre du Centre de Valorisation et d`Enfouissement Technique
    Abidjan le 19 Mars 2018. Les travaux de construction du Premier Centre de Valorisation et d`Enfouissement Technique du District Autonome d`Abidjan ont été lancé dans la Sous-Préfecture de Kossihouen.

     
    Ce site, qui devrait permettre ’’un traitement écologique’’ d’au moins 1.250.000 tonnes de déchets par an, sera livré le 06 juillet prochain et marquera, le ’’démarrage irréversible’’ du processus de réhabilitation et de fermeture de la décharge d’Akouédo (Est d’Abidjan), a affirmé le chef du gouvernement ivoirien qui a présidé la cérémonie de pose de première pierre de cet ouvrage en présence de plusieurs membres de son gouvernement.



    « En dépit des efforts remarquables déployés par le gouvernement, force est de constater que le système actuel de traitement des déchets a atteint ses limites », a fait remarquer M. Coulibaly expliquant que l’objectif du gouvernement « est de passer du système de collecte et de transport traditionnel des déchets à un système plus moderne et mieux structuré qui intégrera tous les maillons de la filière ».

    Poursuivant, il a fait savoir que ce centre de valorisation et d’enfouissement technique permettra d’aider le gouvernement à respecter ses engagements dans le cadre de la lutte contre les changements climatiques.

    « Les ivoiriens ont été traumatisés par la situation de la décharge d’Akouédo et ne veulent pas que cela se répète ici à Kossihouen », a-t-il dit aux responsables de l’entreprise « Clean Eburnie» en charge de la construction et de l’exploitation de l’ouvrage, recommandant par ailleurs, « un ouvrage de qualité» conforme aux normes internationales environnementales. 
    Le premier ministre a également engagé la ministre de la salubrité, de l’environnement et du développement durable, à veiller au respect de cet engagement « afin qu’aucune nuisance ne soit causée à la santé des populations riveraines, à leur environnement et à leur cadre de vie ».

    Dressant pour sa part, un diagnostic « peu reluisant» en matière de gestion des déchets en Côte d’Ivoire, Anne Désirée Oulotto, ministre de la salubrité, de l’environnement et du développement durable, a estimé que la construction de ce centre de valorisation et d’enfouissement technique est « l’une des étapes déterminantes d’un processus irréversible dans la modernisation de la chaîne opérationnelle de gestion des déchets solides ménagers et assimilés sur le territoire national ».

    Cet ouvrage, qui cadre selon elle, avec l’ambition du gouvernement ivoirien à apporter une réponse aux failles du système de gestion des ordures, permettra de contribuer à faire du district d’Abidjan « une ville durable en vue de lutter drastiquement contre les émissions de gaz à effet de serre».

    Pour elle, la nouvelle infrastructure, est un « nouveau contrat social que le gouvernement propose aux ivoiriens ».

    C’est le 20 décembre 2017 que le porte-parole du gouvernement ivoirien a annoncé à l’issue d’un conseil des ministres, l’adoption d’un décret pour l’approbation du contrat de concession, de construction, de financement et d’exploitation de ce Centre de valorisation et d’enfouissement technique.

    Le projet dédié à l’élimination écologique des déchets solides ménagers vise la structuration et la modernisation de la chaîne de collecte et de gestion des déchets des treize communes du district d’Abidjan. Le premier casier du CET d’une contenance de 4 millions de tonnes de déchets solides ménagers et assimilés sera opérationnel au plus tard en juillet prochain.


    Fonte: Fotos do próprio e noticias locais


    José Cascão

  • 7 Mar 2018 12:32 | José Cascão (Administrator)

    Pensado originalmente para os seus funcionários, o curso da gigante tecnológica tem cerca de 15 horas, lições interativas e exercícios práticos.

    Se quer saber mais sobre Machine Learning e Inteligência Artificial a Google ensina-o...de graça

    A Google disponibiliza gratuitamente um curso sobre  IA e Machine Learning que foi projetado inicialmente para ajudar os seus próprios colaboradores a trabalhar com essas tecnologias. Segundo a gigante de Mountain View, mais de 18 mil funcionários inscreveram-se no curso Machine Learning Crash Course (MLCC).

    O curso está disponível no site Learn with Google AI e tem como objetivo ajudar programadores que tenham interesse em trabalhar com inteligência artificial ao dar acesso ao que há de mais avançado nessas matérias.

    O Machine Learning Crash Course tem cerca de 15 horas de duração, mais de 40 exercícios incluídos, vídeos com investigadores da própria companhia e lições interativas

    A formação foi pensada para iniciantes e, apesar de não haver nenhum tipo de pré-requisito, a Google alerta que talvez seja melhor entender conceitos básicos de programação em Python.

    A Google espera lançar outros cursos como o MLCC em breve, também gratuitos. Para já, pode inscrever-se neste link.

    Página Fonte

  • 27 Feb 2018 14:12 | José Cascão (Administrator)


    Ver página fonte

    O valor médio de avaliação bancária subiu para 1 153 euros em janeiro, 3 euros superior ao observado em dezembro de 2017. Este valor representa um aumento de 0,3% relativamente ao mês precedente e de 4,2% face ao mesmo mês do ano anterior.

    Habitação

    Em janeiro, o valor médio de avaliação bancária, realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, subiu para 1 153 euros por metro quadrado (euros/m2).

    O valor médio de avaliação dos apartamentos aumentou 5 euros em janeiro, face ao mês anterior, para 1 205 euros/m2. Nas moradias verificou-se uma descida de 2 euros, para 1 065 euros/m2. A nível regional, as maiores subidas para o conjunto da habitação registaram- se na Região Autónoma dos Açores (1,4%) e na Área Metropolitana de Lisboa (0,9%). As únicas descidas verificaram-se na Região Autónoma da Madeira (-1,9%) e no Algarve (-0,3%).

    Em comparação com o período homólogo, as avaliações bancárias de apartamentos e de moradias aumentaram 4,9% e 3,0%, respetivamente. A maior taxa de variação homóloga para o conjunto das avaliações verificou-se no Centro (6,3%) e a menor no Alentejo (1,6%).

    Valores Médios de Avaliação Bancária de Habitação

    (Valores em euros/m2)


    Apartamentos

    No mês em análise, o valor médio de avaliação bancária de apartamentos foi 1 205 euros/m2. O valor mais elevado foi observado no Algarve (1 448 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (981 euros/m2). Comparativamente com dezembro de 2017, a Região Autónoma dos Açores apresentou a taxa de variação mais elevada (5,1%). O Algarve e a Região Autónoma da Madeira foram as únicas que registaram descida do valor (-0,5% e -2,9% respetivamente) face ao mês precedente.

    Em termos homólogos, a Região Autónoma dos Açores registou o crescimento mais expressivo (11,2%) e o Região Autónoma da Madeira a taxa de variação mais reduzida (3,0%).

    O valor médio da avaliação para apartamentos T2 situou-se em 1 200 euros/m2, mais 1 euro que no mês anterior. Para os apartamentos T3, outra das tipologias mais avaliadas, observou-se uma subida de 13 euros, tendo o valor médio subido para os 1 152 euros/m2.

    Valores Médios de Avaliação Bancária

    dos Apartamentos por Tipologia

    (Valores em euros/m2)


    Moradias

    Em janeiro, o valor médio de avaliação bancária das moradias foi 1 065 euros/m2. O valor mais elevado observou-se no Algarve (1 442 euros/m2) e o mais baixo no Centro (927 euros/m2). Comparativamente com dezembro de 2017, a Região Autónoma dos Açores apresentou a maior taxa de variação do valor por metro quadrado (0,8%) e a Região Autónoma da Madeira registou o maior decréscimo (-0,8%). Com a exceção do Algarve (-1,0%) e da Região Autónoma dos Açores (-0,4%), todas as outras regiões observaram aumentos homólogos no valor médio das avaliações de moradias.

    Quando comparado com o mês anterior, o valor da tipologia T3 aumentou 2 euros, para 1 050 euros/m2. A moradia tipo T4 apresentou uma descida de 2 euros, para 1 083 euros/m2.


    Análise por Regiões NUTS III

    De acordo com o Índice do valor médio de avaliação bancária1, em janeiro, o Algarve, a Área Metropolitana de Lisboa, a Região Autónoma da Madeira e o Alentejo Litoral apresentaram valores de avaliação superiores à média nacional. Os valores no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa foram, respetivamente, 25% e 22% superiores ao registado para o País. A região das Beiras e Serra da Estrela foi aquela que apresentou o valor mais baixo em relação à média nacional (-33%).


  • 11 Feb 2018 19:26 | José Cascão (Administrator)

    Congresso, Ideias & Desafios, Vendas, Comercial, Liderança, Compromisso, Sucesso

    https://www.ideiasedesafios.com

    Venha descobrir qual a importância do COMPROMISSO nas Pessoas e Organizações e de que forma é que ele faz a diferença no dia-a-dia das empresas vencedoras! Casos reais e soluções concretas, expostos por diferentes oradores de prestígio!

    O que é que distingue uma empresa de sucesso de uma empresa “normal”?

    No nosso entender, a forma como cada uma das suas pessoas encara o compromisso de sucesso como cultura de empresa.

    Este ano decidimos ajudar as empresas a focarem-se nos factores que podem levar a sua empresa a aumentar o seu nível de compromisso nas suas diferentes vertentes.

    Através de casos reais e soluções concretas, expostos por diferentes oradores, vamos fazer com que a sua empresa enfrente este novo ano com uma vontade renovada de VENCER!

    Por isso, este ano invista em si, na sua equipa, e no futuro e compromisso da sua empresa.

    O congresso irá decorrer nas seguintes datas:

    • Lisboa: 12 de Abril – Auditório da Lispolis em Telheiras
    • Braga: 19 de Abril – Auditório da AIMINHO

    PROMOÇÃO: EXISTEM CONDIÇÕES MUITO ESPECIAIS PARA EQUIPAS!

    SOBRE O CONGRESSO:

    Esta é uma iniciativa anual da Ideias e Desafios que já vai na sua 10ª Edição e tem contado com um sucesso bastante elevado nas nove anteriores edições. Até ao momento estiveram presentes mais de 6000 empresas dos mais diversos sectores de actividade.

    PORQUÊ PARTICIPAR:

    Anualmente muitos gestores e quadros de direcção vêm ao nosso congresso juntamente com as suas equipas para parar, reflectir no que está a correr bem e no que está a correr menos bem nas suas empresas e departamentos, e descobrir novas estratégias e rumos para enfrentarem os seus principais desafios comerciais e de liderança.

    Para além de todo o conhecimento que daqui poderá levar, é também um excelente momento para realizar networking, dado estarem presentes decisores e influenciadores das mais diversas empresas Nacionais e Internacionais.

    Algumas das fotos de edições anteriores:

    Congresso, Motivação, Compromisso, Vendas, Liderança, Comercial, Sucesso

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    Reportagem do congresso e entrevistas aos participantes do ano anterior:

    PROGRAMA:

    MANHÃ

    SUCESSO E COMPROMISSO NA VIVÊNCIA PESSOAL E PROFISSIONAL – POR JOSÉ DE ALMEIDA

    Quando falamos de sucesso pessoal e profissional, é difícil ignorar a palavra compromisso. Ele é a base de todo este processo. Mas se é fácil falar de sucesso, não é com certeza fácil identificar o que é o sucesso para cada um de nós, nem as estratégias ou motivações que nos levam até ele.
    Da mesma forma que nem todos calçamos o mesmo número de sapatos, nem todos nos motivamos ou mantemos o compromisso com os desafios que se nos apresentam da mesma forma.

    Nesta palestra interactiva e divertida iremos explicar todas estas vertentes por forma a que possa identificar mais facilmente quais os seus drivers internos e quais as estratégias ideais para manter a sua motivação e compromisso com o seu sucesso em 2018.

    COMO MEDIR O COMPROMISSO DA SUA EQUIPA COMERCIAL? – POR ANABELA CONDE

    Para a maior parte dos Directores Comerciais ou dos Chefes de Vendas, a retenção de talentos, a resiliência na implementação da estratégia comercial pelos vendedores e a avaliação da performance estão seguramente entre os maiores desafios da sua gestão diária.

    Todos sabemos que o Foco, o Compromisso e o Reconhecimento são ingredientes secretos de uma Equipa Comercial bem-sucedida, com impacto significativo nos resultados. E que é imprescindível medi-los, para os podermos influenciar!

    Nesse sentido, desafiamo-lo a pensar a Medição, sem que esta se torne a dor de cabeça habitual e de forma a permitir deixar cair a âncora negativa com que geralmente os Vendedores olham os KPIs. Venha saber como manter o Dashboard da Actividade Comercial assente nos indicadores certos, para que possa dar feedback sistemático e assertivo à Equipa e compensá-la adequadamente, o que é fundamental ao crescimento de cada Vendedor.

    A performance da sua Equipa Comercial é uma vantagem competitiva indiscutível e por isso inadiável.

    Vamos fazer da Medição um compromisso de sucesso para 2018?

    TARDE

    MUDANÇA, O COMPROMISSO PARA LEVAR MAIS VALOR AO CLIENTE? – POR MARIA VIEIRA

    O mercado desafia todos os elementos de uma equipa a adoptarem comportamentos mais ágeis e flexíveis, a tomarem decisões mais rapidamente e a adaptarem-se a uma mudança constante.

    O contexto actual caracteriza-se por uma realidade VUCA (Volatilidade, Incerteza Complexidade, Ambiguidade), em que as mudanças ocorrem a um ritmo exponencial. As estratégias que eram de médio e curto prazo passam forçosamente a tácticas de curto prazo.

    E o que fazer para manter o compromisso com o cliente num mundo a esta velocidade? Como gerir a mudança nesta nova realidade?

    O desafio é enorme e queremos partilhar consigo algumas estratégias para ajudar a sua equipa neste mundo VUCA, começando com o desenho de uma visão e propósito claros de trabalho e de equipa, do que se pretende atingir, de como aumentar a confiança e o foco, e terminando no desenvolvimento de soft skills dos comerciais, fomentando a curiosidade e busca de melhoria contínua na abordagem aos clientes.

    A forma de lutar contra a complexidade e ambiguidade é apostar na clareza e simplicidade de regras o que permite o empowerment dos comerciais e melhora a tomada de decisão e a inovação.

    Venha saber o que fazer para manter este compromisso da sua equipa para com o cliente.

    INTERNACIONALIZAÇÃO, COMPROMISSO COM O CRESCIMENTO – POR PEDRO BORGES

    A internacionalização tem estado na ordem do dia em Portugal como chave da recuperação económica que temos vindo a registar, existindo já diversos casos de sucesso no nosso país. Nada melhor do que um especialista nesta área, com muitos anos de experiência e muitas milhas de viagens aos 5 continentes, para nos falar de Vendas em Contexto de Internacionalização.

    • A internacionalização é um enorme desafio, já que é necessário:
    • Saber lidar com diferenças culturais
    • Ajustar abordagens comerciais
    • Utilizar diferentes fontes e formas de fazer prospecção
    • Ajustar produtos aos mercados
    • Lidar com as diferenças

    Em paralelo, é necessário obter um forte envolvimento de toda a empresa, desde a produção ao pós-venda, para lidar com as diferenças e possuir uma razoável capacidade de investimento, pois os ganhos não são imediatos – as empresas têm de estar preparadas para retornos de 3 a 5 anos.

    Apesar de todas as diferenças que existem nos mercados, existe um factor comum fundamental – a relação! Este é um dos aspectos ao qual Pedro Borges dedica uma atenção muito especial nesta palestra.

    INVESTIMENTO:

    • 1 Inscrição: 150 € + IVA
    • 2 Inscrições: 240 € + IVA (poupa 60 €)
    • 3 Inscrições: 300 € + IVA (poupa 150 €)
    • 4 Inscrições: 360 € + IVA (poupa 240 €)
    • 5 Inscrições: 410 € + IVA (poupa 340 €)
    • Mais de 5 inscrições: 82 € + IVA por pessoa (poupa 68 € por inscrição)

    LOCAL E DATA:

    • Lisboa: 12 de Abril – Auditório da Lispolis em Telheiras
    • Braga: 19 de Abril – Auditório da AIMINHO

    HORÁRIO:

    09:00 – Recepção dos participantes
    09:30 – Abertura
    11:15   – Intervalo e momento de networking
    13:00  – Almoço Livre
    15:00  – Reinício
    16:00  – Intervalo e momento de networking
    18:00  – Encerramento

      Solicitar Mais Informações?

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